Isabel Mueller - Astróloga, Escritora

Escritos

Soul Words

A ancoragem está na coragem do guerreiro interno que sabe de suas lutas
O que fere contém a senda da cura
Matura teus atos e os passos longe te levarão
E te afastarão do que e de quem tenta se impor e intimidar

Não és metade que a um outro busca
És inteireza na tua beleza
Tua venusiana expressão
Balanço, balança, justeza
Grandeza de com o outro Ser
Sem do teu centro essência se desfazer

Não saber
Não controlar
E ainda assim fluir
Navegar
Porque nascer e morrer
É atravessar o medo
E fazer do ensejo
Tudo o que virá

É preciso, precioso o que pressentes
É tudo presente quando estás presente
Reconecta-te contigo
Sê teu amigo
E os companheiros de tua vida novos se apresentarão
mesmo que sejam os mesmos
eles já não mais o passado são

Não temas a escuridão
Ela é a luz que antecede o teu voo.
Alivia o que pesa os ombros e o olhar
Olha dentro
O que perece não é o que parece
O que morre é para que renasças
Acorda para o teu viver, rasgando as vestes que insistes em manter
Nu estás diante do teu novo Ser

Que os caminhos não desencaminham
Quem sabe que na vida muitas estradas há
Em cada via um aprendizado
E quando se bifurcam em múltiplas opções
É pela vibração, energia
Que se sabe onde ir
E com quem estar 

Eu tenho o mar como guia, alforria
O mar é um céu às avessas
Um recorte reflexo, espelho de dentro e de cima
Mergulho no mistério, etéreo
Onde todos os rios e emoções desembocam
O mar é liga e me religa
Comunhão conexão

O que jaz, o que se refaz
Segredos compactuados, pactos velados
Ao perceber que não temos o controle o que temos são dois caminhos distintos:
Ou o ego se debate, impede a semeadura
Ou a Alma se entrega e se cura

Constrói a nova Terra
Não é quimera, é necessidade
Se os planos que antes davam abrigo já não são sólidos
É para que redescubras teu viver
Velhas estruturas não mais estruturam
O velho sistema está em quarentena
Para emergir um novo Ser

O que tens de mais precioso é talento das entranhas
É despedida de velhos padrões, que agora já estranhas
Não temas
O pacto está intacto
Renova teus votos, ensejos, desejos
E parte sem olhar para trás

Amparo ou desamparo.
Em que lugar te colocas?
Amor é primazia.
Amadurece, acalentando tua criança interna.
O tempo brota no ventre do que vai maturando
Até nascer rebento,
arrebentando a emoção.

O que permanecerá
depois que tudo perecer
É apenas o afeto
que te conectou
com tua Alma e tocou corações
Trata, pois,
de viver com Alma

Passos firmes conhecem as dores e os nãos e sustentam sonhos há muito acalentados.
Se não é real, é porque não foi lapidado nas pedras da vida.
Pedras são provas. São obras da tua (re)construção.
Acredita na força que elas têm. As pedras e as obras.

Que desejo te move?
Que força tem para romper porões e te mostrar quem és?
Não menospreze o teu desejo, mas não dê a ele a bruta dor de uma mera compulsão.
Há nele mais combustão do que medo. É ele que te guia pela vereda da paixão.
Apaixona-te pelo que te transforma. Lá está teu desejo e pulsão.

Do que eu me apodero
me empodera
me espera onde nunca estive.
Do que eu me desapego
me reconecta
com o que de mim se perdeu.
Reencontro no recomeço
no avesso do que foi.
Fui! Flui!

A mesma fúria que destrói, cria mundos e possibilidades.
Pensas ter o controle sobre o mistério que é viver.
Ali onde dói, onde a faca da vida te apontou, é que estás pronto para virar-te do avesso e mergulhar em teu recomeço.