Isabel Mueller - Astróloga, Escritora

Movimentos

O céu que nos instiga

Sol em Leão

O Sol está agora em sua morada astrológica, Leão, evidenciando a força do centramento, do Ser, de expressar quem somos, com criatividade e afeto.

A energia primitiva de Leão remete a atitudes egocêntricas, com a necessidade de ser o centro das atenções e utilizar a própria luz para se sobrepor aos demais.

A energia equilibrada de Leão remete ao Sol interno que brilha naturalmente, pois sua força é centrada no coração, gerando criatividade e generosidade.

É hora de nos centrarmos, de assumir quem somos. 
O Sol nasce para todos.
O Self renasce no Todo.

Lunação canceriana

Tudo agora fala de emoções, de afeto, de nutrir a criança interna para que possamos nos expressar de forma criativa e amorosa.

O amor próprio, o cuidado consigo e a proteção do que nos acalenta é que permitem uma auto-expressão genuína.

O interno espaço sagrado e o lar (expressão externa desse sagrado) pedem acolhimento.

Amadurecer é acolher a criança em nós. 
Mas isso não significa ser infantil, pois precisamos saber dizer não, colocar limites e parar de repetir padrões.

Chamado à cura

Onde mais nos sentimos feridos, é onde está ocorrendo o chamado para a cura.
Tudo está sendo revelado e é importante que compreendamos a conexão existente entre os desafios emocionais atuais e as situações que envolveram a infância e a nossa criança interna.

Emoções e questões que durante muito tempo ficaram reprimidas estão vindo à tona com força total.
Olhemos para elas com consciência e acolhimento.
E saibamos dizer não ao que (e a quem) nos desrespeita. 
Chega de intimidação!
Chega de desrespeito! 
A dor é o chamado para a cura.

Saturno em Capricórnio

Saturno, em movimento retrógrado, retornou à Capricórnio e seguimos a reestruturação da nossa relação com o tempo, a matéria, o trabalho e o sentido de propósito.

2020 subverteu nossa relação com o tempo (e com o espaço). Pode parecer que estamos “parados”, que tudo está em suspenso. Por outro lado, nunca estivemos tão conectados com o tempo interno, neste chamado para dentro.
Que as experiências e a maturidade nos auxiliem a lidar com esse tempo desafiador. Que nos reconectamos com o agora, estando mais presentes, lúcidos e responsáveis pela vida pessoal e coletiva.

2020 transformador

Algumas verdades e ensinamentos que 2020 está trazendo à tona: não conseguimos mais conviver com certas energias, pessoas e situações que não vibram em nossa frequência.

Cabe-nos a maturidade de buscar o autoconhecimento, dar limites ao que nos limita, dizer não com palavras e atos e parar de repetir padrões.

2020 é divisor de águas.
Na outra margem do rio/vida estaremos mais despertos e conscientes, se formos profundos observadores do que está se revelando e trabalharmos na nossa evolução.

Entre eclipses

Entre eclipses nos encontramos.
Entre o que já não mais é e o que virá a ser.
E só temos o presente, esse esquecido tempo que a vida nos faz lembrar a todo momento, nos movendo para dentro.

A tantos parece tão difícil olhar para dentro, encarar suas emoções, receios e também tesouros.
Tudo agora pede este interno movimento, reparando no que antes “não se tinha tempo para mirar”.

Agora temos todo o tempo do mundo, enquanto um velho mundo está a desmoronar.

Transição

A quem ou a que entregas a autoridade sobre a tua vida?
Pare de atribuir responsabilidades que te cabem. Assuma o teu poder.
Diga não sempre que necessário, definindo limites claros e saudáveis.
Dizer não é que possibilita o sim a quem realmente és.
Se os planos que antes te davam abrigo já não são sólidos, é para que redescubras o teu viver e compreendas que um antigo sistema está a ruir. Não rui somente em ti; faz ruído coletivo.
Velhas estruturas não mais estruturam. Estamos em transição.

Desconstrução 

Estamos vivenciando a desconstrução de velhos modelos, estruturas e paradigmas ( Júpiter, Plutão e Saturno em Capricórnio) que nos força a um  “voltar pra casa”, que não é só literal, mas simbólico, com a importância de cuidados consigo, com o outro, com o Planeta. 

Enquanto vai se mostrando o fim de um velho mundo, vamos reconstruindo o viver, a forma de trabalhar, de lidar com a matéria, de se relacionar. 

É a oportunidade de uma transformação sem precedentes, individual e coletivamente.